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Mostrando postagens de Junho, 2009

TRANSFORMERS - A VINGANÇA DOS DERROTADOS (Transformers: Revenge of the Fallen, 2009), de Michael Bay

TRANSFORMERS 2 é um caso meio estranho. Até agora eu não consegui definir realmente se é um bom filme ou se é tão ruim quanto a maioria anda dizendo. O filme tem tantas falhas, 2h30m de excessos e situações ridículas, é claramente inferior e já não possui o impacto do primeiro. Mas eu me diverti tanto com a bagunça que aqueles robôs fazem destruindo tudo pela frente que acabei deixando de notar os vários problemas o filme.  Não sei se eu estou ficando tolerante demais para este tipo de produção, mas o fato é que o conjunto dos dados visuais/auditivos/sensoriais  teve um efeito positivo sobre minha percepção, independente da estupidez que é o filme.

Enfim, TRANSFORMERS 2 é o típico filme de verão (americano) dos últimos anos, com a característica habitual de ser consumível instantaneamente e logo depois descartado. Se for parar para pensar no que está vendo, é preferível assistir a um filme do Carpenter, Argento, Verhoeven, Ferrara, De Palma e não Michael Bay, pelo amor de Deus! Então …

ATÉ O ÚLTIMO DISPARO (99 and 44/100% Dead, 1974), de John Frankenheimer

Frankenheimer já era um diretor com uma carreira considerável nos Estados Unidos quando realizou ATÉ O ÚLTIMO DISPARO, um filme que rompe totalmente com a construção clássica de vários trabalhos anteriores, mas de uma maneira meio que extravagante demais ou, dependendo do ponto de vista, um filme de vanguarda, muito à frente de seu tempo (e é como eu prefiro enxergá-lo). O problema é que nem a crítica nem o público se interessaram na época e o filme acabou sendo esquecido. Mesmo assim, Frankenheimer prosseguiu em frente com um aspecto mais solto, influenciado pelos jovens diretores que estavam modificando de vez o cinema americano nos anos 60 e 70.

Seu trabalho seguinte, OPERAÇÃO FRANÇA II já demonstra claramente isso, mas nada se compara ao estilo bizarro deste aqui, uma mistura de Roy Liechtenstein com Chuck Jones numa trama de guerra de gangsteres, tiroteios estilizados, um vilão com vários apetrechos no lugar da mão, um cemitério aquático cheio de corpos com os pés presos em bloco…

Farrah Fawcett

RIP
1947 - 2009

O QUARTO HOMEM (De Vierde Man, 1983), de Paul Verhoeven

Já perceberam que deixei de lado a peregrinação pelo cinema do Jean Pierre Melville que estava fazendo todo empolgado há um mês atrás? Meio sem querer, tornou-se mais interessante tratar da fase européia do Verhoeven. O QUARTO HOMEM foi o último filme rodado em seu país natal (repito o que escrevi no texto abaixo: depois de duas décadas filmando nos Estados Unidos ele retornou para Holanda e dirigiu A ESPIÃ). Uma cambada comentou no último post que CONQUISTA SANGRENTA é a obra prima do diretor, não querendo ser o diferentão, mas eu gostei mais deste aqui. Aliás, a obra prima do Verhoeven, na minha opinião, ainda é O VINGADOR DO FUTURO! Yeah!

A trama de O QUARTO HOMEM gira em torno de Gerard (Jeroen Krabbé), um escritor alcoólatra bichona, que acaba se envolvendo sexualmente com Christine (Renée Soutendijk) uma loira magrela e ricaça, que segundo o próprio Gerard “parece um rapazinho de dezessete anos” (ou algo assim). Mas o que segura mesmo o romance entre os dois é que o sujeito se ap…

CONQUISTA SANGRENTA (Flesh+Blood, 1985), de Paul Verhoeven

Último filme do nosso prezado holandês doidão realizado na Europa antes de embarcar para os Estados Unidos, mas já rodado com dinheiro americano e falado em inglês (só depois de duas décadas ele voltaria ao seu país natal e realizaria A ESPIÃ). CONQUISTA SANGRENTA é uma aventura que se passa num ambiente medieval carregado de obsessões do diretor, ou seja, muita violência e sexo! O que é essencial aprender sobre Verhoeven é o seguinte: não importa o material, gênero, país em que trabalhe, tire as crianças da sala na hora de assistir a qualquer filme do sujeito!

A trama gira em torno de um grupo de mercenários rufiões, liderados por Martin (Rutger Hauer). Traído por um nobre, o bando seqüestra a donzela Agnes (Jennifer Jason Leigh), prometida de Steven (Tom Burlinson), filho do tal fidalgo, que tenta fazer de tudo para ter sua amada de volta. Apesar do ambiente medieval, o filme transcorre no ano de 1501, ou seja, num período de transição para a Era Moderna e o filme deixa esse detalhe …

ANTICHRIST - poster

MICKEY ONE (1965), de Arthur Penn

UAU! Confesso que minhas espectativas estavam bem altas, afinal, temos direção de Athur Penn e Warren Beatty encabeçando o elenco (e isso é, basicamente, tudo que eu sabia sobre o filme), mas não esperava algo tão sensacional! O que me mais me surpreendeu é que MICKEY ONE rompe com a linha do tradicional americano e realiza um legítimo exemplar da Nouvelle Vague em toda a sua quintessência. É cinema marginal com muita liberdade criativa, delírios visuais, frescor narrativo e trilha sonora jazzística frenética, realizado totalmente nos Estados Unidos na metade dos anos 60!

Eu já havia apontado no meu texto sobre BONNIE & CLYDE, do mesmo diretor, que logo no início, quando Faye Dunaway se apresenta em cena, Penn presta uma pequena ode à Nouvelle Vague, obviamente inspirado pelo movimento francês. Mal sabia eu, ao me deparar com MICKEY ONE, que o diretor já havia realizado esta pequena obra prima totalmente construída às bases do cinema desenvolvido por Godard, Truffaut, Chabrol e su…

THIRST - poster

SPETTERS (1980), de Paul Verhoeven

Não faz nem uma semana, o Leandro Caraça postou em seu blog uma curiosidade a respeito de uma possível contratação do Verhoeven para dirigir um dos episódios de STAR WARS no início dos anos 80. Idéia que não foi pra frente, claro, logo depois que George Lucas assistiu a SPETTERS, este ótimo filme do holandês maluco que eu também vi por esses dias.
O que Verhoeven faz em SPETTERS é uma grande sacada óbvia, algo que se ele não fizesse, outros fariam (e devem ter feito, eu que não estou me lembrando de ninguém agora), que é pegar um tema americano tão batido, como a juventude e suas possibilidades, e transformá-lo num filme provocativo, um belo soco no estômago muito bem dado. Imaginem aqueles filmes adolescentes do rapaz tentando perder a virgindade, mas com um pessimismo desenfreado, cenas de estupro homossexual e sexo explícito. É algo nesse nível.

Por isso não vamos culpar o pobre George Lucas por ter descartado o sujeito. Ele deve ter sentido de verdade o murro e não queria algo ass…

Top 10 STALLONE

Atendendo ao pedido do Daniell Oliveira feito nos comentários do último post. Coloquei apenas os filmes que eu já vi (óbvio) e aqueles que o Stallone é protagonista ou tem uma participação considerável. O top é formado de acordo com os melhores filmes de uma forma geral e não considerando apenas o desempeho do ator, e, claro, segundo meu gosto pessoal. Podem discutir à vontade:

1. RAMBO: FIRST BLOOD (1982), de Ted Kotcheff
2. RAMBO IV (2008), de Sylvester Stallone
3. ROCKY (1976), de John G. Avildsen
4. COP LAND (1997), de James Mangold
5. CONDENAÇÃO BRUTAL (Lock Up, 1989), de John Flynn
6. ROCKY BALBOA (2006), de Sylvester Stallone
7. COBRA (1986), de George P. Cosmatos
8. O DEMOLIDOR (Demolition Man, 1993), de Marco Brambilla
9. DEATH RACE 2000 (1975), de Paul Bartel
10. RISCO TOTAL (Cliffhanger, 1993), de Renny Harlin

Ainda sobre o velho Carpinteiro...

Filmografia em estrelinhas:

DARK STAR (1974) * * *
ASSAULT ON PRECINCT 13 (1976) * * * *
HALLOWEEN (1978) * * * *
THE FOG (1980) * * *
FUGA DE NOVA YORK (Escape from New York, 1981) * * * * *
O ENIGMA DO OUTRO MUNDO (The Thing, 1982) * * * * *
CHRISTINE (1983) * * *
STARMAN (1984) * * *
OS AVENTUREIROS DO BAIRRO PROIBIDO (Big Trouble in Little China, 1986) * * * *
PRÍNCIPE DAS TREVAS (Prince of Darkness, 1987) * * * *
ELES VIVEM (They Live, 1988) * * * * *
MEMÓRIAS DE UM HOMEM INVISÍVEL (Memoirs of a Invisible Man, 1992) * * *
BODY BAGS (1993), segmentos: GAS STATION * * *; HAIR * * *
À BEIRA DA LOUCURA (In the Mouth of Madness, 1994) * * * *
A CIDADE DOS AMALDIÇOADOS (Village of the Damned, 1995) * * * (Precisando urgentemente de uma revisão)
FUGA DE LOS ANGELES (Escape from L.A., 1996) * * * *
VAMPIRES (1998) * * *
FANTASMAS DE MARTE (Ghosts of Mars, 2001) * * *
MASTERS OF HORROR - CIGARETTE BRURNS (2005) * * * *
MASTERS OF HORROR - PRO-LIFE (2006) * *

CHRISTINE (1983), de John Carpenter

John Carpenter é um dos meus diretores favoritos, mas o único filme (para cinema) do homem que eu ainda não havia visto inteiro (apenas algumas partes na tv há anos) era esta ótima adaptação do livro de Stephen King sobre o carro (um Plymouth Fury 1958) possuído por um espírito maligno. Considerando a carreira do diretor, CHRISTINE é um filme menor, sem dúvida. Não vamos compará-lo com um THE THING ou FUGA DE NOVA YORK, mas ainda assim é muito divertido, e funciona perfeitamente como uma pequena obra de terror sem grandes pretensões. Entretanto, é inegável a força visual de Carpenter, com mão firme para orquestrar som e imagem de maneira única. Muita gente reclama que os personagens não são explorados ou que o diretor se perde na escolha do foco narrativo quando ocorre a transformação do nerd (o ótimo Keith Gordon) num moço arrogante e apaixonado pelo carro amaldiçoado. Mas é preciso muita má vontade para que esses detalhes estraguem o prazer de ver o filme.

VAMPYROS LESBOS (1971), de Jess Franco

Em 1971, o prolífico diretor Jess Franco realizou a sua versão do Conde Drácula, com Christopher Lee interpretando mais uma vez o papel do famoso vampiro. Naquele mesmo ano, não satisfeito em apenas contar a tradicional estória do célebre personagem, que, aliás, já estava bem desgastada com as tantas versões para o cinema, Franco resolveu botar a cuca para trabalhar e subverteu totalmente o livro de Stoker dando uma roupagem que tivesse mais relação com seu estilo cinematográfico e suas obsessões. Em outras palavras, muita sacanagem, nudez gratuita e psicodelia visual! Estamos falando de VAMPYROS LESBOS!

Neste clássico sexploitation, a estória transcorre no tempo presente (inicio da década de setenta, para ser mais exato), o obscuro conde Drácula se transforma em uma belíssima condessa, interpretada pela musa espanhola Soledad Miranda, que na época do lançamento do filme, já havia batido as botas, ainda muito nova, num acidente de carro. Renfield dá lugar a uma histérica senhorita num …

MILANO CALIBRO 9 (1972), de Fernando Di Leo

Como eu havia dito no post anterior, assisti, no fim de semana, a este espetáculo regido pelo Fernando Di Leo. MILANO CALIBRO 9 é um filme poderosíssimo, provavelmente o meu poliziesco favorito, e já nas cenas de abertura sente-se o peso da pancada: grupo de jagunço da máfia espancando, cortando e explodindo três indivíduos que participaram de uma transação de negócios cujo dinheiro desaparece misteriosamente. Onde foi parar a grana? Ninguém sabe. Mas suspeita-se que esteja com Ugo Piazza (Gastone Moschin), um sujeito que acabou de sair da prisão e jura pela sua mãe morta que não escondeu a mufunfa. A trama gira em torno deste pobre homem que quer apenas levar a vida na tranqüilidade, mas tem de prestar satisfações a um delegado (Frank Wolff) – que quer utilizá-lo como isca para atrair a bandidagem – e com o poderoso chefão mafioso (o americano Lionel Stander) – que só não o mata porque acredita piamente que o cabra escondeu o boró. E isso é mais que suficiente para que Di Leo constru…

O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO (Terminator Salvation, 2009), de McG

Uaaaaah! Que vontade de escrever sobre este filme. Queria mesmo é falar sobre MILANO CALIBRO 9, do Fernando Di Leo, um Poliziottesco excelente que eu vi neste fim de semana e devo escrever alguma coisa sobre ele durante os próximos dias. Mas enfim, a preguiça de escrever sobre O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO não é nem pela qualidade, porque como filme de ação até compensa. Eu é que não tenho muito a acrescentar sobre tudo que já foi dito por aí.

Mas, vamos lá. Comparando com os outros filmes da série, este novo capítulo não chega nem no dedinho do pé dos dois primeiros filmes do James Cameron. Mas é superior ao terceiro, de 2003, dirigido pelo Jonathan Mostow. Contextualizando ainda mais no painel dos caça níqueis dos últimos anos, O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO não decepciona. E entre os blockbusters que eu vi este ano, fica atrás apenas do novo STAR TREK.

É óbvio que tudo isso é muito relativo. Vai ter gente achando um lixo total, mas o fato é que não é muito difícil consid…

David Carradine

RIP
1936 - 2009

COBRA (1986), de George P. Cosmatos

Escrever sobre um filme como COBRA pode ser uma perda de tempo – todo mundo já viu e já está careca de saber do que o filme se trata – mas como eu não estou tendo muito tempo pra ver a quantidade de filmes que eu gostaria (o último que eu vi foi justamente este aqui e já faz uns quatro ou cinco dias), vou tentar alguma coisa pra não deixar o blog paradão.

Além do mais, estamos falando de COBRA, sim, aquele filme que marcou a sua infância e a de muita gente que neste momento deve estar relembrando os tempos em que Stallone, Arnoldão, Van Damme e Steven Seagal (!) eram vistos semanalmente na TV aberta. E olha que eu nem preciso ir tão longe (também não sou tão velho, peguei o final dos anos 80 adiante e nesta época, estes caras aí foram os responsáveis pela minha formação em cinema de ação). Mas este tom nostálgico que envolve filmes e televisão eu deixo para o Leandro Caraça, que realmente consegue transmitir essa sensação com muito mais emoção em seu blog.

Para quem não sabe, Sylvester …