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Mostrando postagens de 2010

Ho! Ho! Ho! Feliz Natal!

NATAL SANGRENTO 2 (Silent Night, Deadly Night 2, 1987), de Lee Harry

O desfecho do primeiro filme deixava as coisas em aberto para uma óbvia continuação onde o “mal” do assassino fantasiado de Papai Noel teria passado para seu irmão mais novo. Dito e feito, a trama de NATAL SANGRENTO 2 segue o irmão, agora adulto e vivendo atrás das grades. Por meio de sua narração, conversando com um psiquiatra, saberemos, através de flashbacks o que o levou para o xadrez, além de um resumo do primeiro filme. E quando eu digo resumo, entra aqui uma picaretagem das boas! Incluíram sequências inteiras, diálogos inteiros, resumiram o filme inteiro nos primeiros 40 minutos deste aqui.
Recomendo duas opções pra quem quiser encarar a série. Ou você pula o primeiro filme e vai logo para o segundo e toma um conhecimento CLARO do que foi a primeira parte, ou assista ao primeiro e veja o segundo com o controle na mão para pular praticamente 40 minutos de picaretagem.
Mas por favor, não esqueçam de parar e assistir a TODOS os momentos em que o protagonista aparece em cena. Er…

Morreu o poeta do horror!

Jean Rollin R.I.P.
1938 | 2010

Blake Edwards

R.I.P.
1922 | 2010

SOCIETY (1989), de Brian Yuzna

Apesar de não estar tendo muito tempo nas últimas semanas, é preciso comentar sobre este filme de estreia do Brian Yuzna, que foi uma das últimas coisas que eu vi e que me surpreendeu positivamente. Yuzna, naquela altura, era produtor e associou-se com o grande diretor Stuart Gordon na realização de algumas clássico que adoramos dos anos 80, como RE-ANIMATOR e FROM BEYOND, por exemplo. Como diretor, nunca foi considerado um dos grandes do gênero. Já li vários textos maldosos a respeito da carreira dele, muitos eu discordo totalmente, tendo como base o que eu já pude conferir do homem. O que, na verdade é bem pouco, infelizmente. Preciso rever alguns de seus trabalhos e tentar dar uma atenção a sua filmografia, mas uma coisa é certa: fazer uma peregrinação pelo seu trabalho é, no mínimo, diversão garantida. SOCIETY está aí de prova. É um suspensezinho muito bom de acompanhar, sem grandes pretensões, a não ser criar bons momentos de puro horror, como a belíssima e perturbadora sequênc…

Mario Monicelli

R.I.P.  1915 | 2010

Irvin Kershner

R.I.P.  1923 | 2010

Leslie Nielsen

Creio que poucos atores me fizeram rir tanto assistindo a um filme como ele. Da minha geração de comediantes, certamente Leslie Nielsen foi o maior. R.I.P 1926 | 2010

A SERBIAN FILM (2010)

aka TERROR SEM LIMITES
direção: Srdjan Spasojevic
roteiro: Aleksandar Radivojevic, Srdjan Spasojevic

Não me lembro de ter visto outro este ano, mas acho que o “filme-choque” de 2010 é A SERBIAN FILM (Srpski film, 2010). Aliás, se existia algum outro que pensava em se candidatar para o cargo, provavelmente vai passar vergonha diante deste provocativo monumento de subversão marcado por uma história brutal não recomendado pra qualquer estômago.

Mas o que poderia tornar um filme dessa estirpe uma das grandes experiências cinematográficas deste ano? Além das próprias sequências ignóbeis, as quais excedem os limites do bom gosto, da ética, chocando, incomodando, mexendo com os sentidos do espectador, temos uma direção excelente e precisa ao trabalhar com esse tipo de imagem, não apenas jogando na tela para impressionar o espectador, mas combinadas à um boa trama e num contexto que justifique toda essa sandice. É bem provável que nem todos consigam embarcar no clima pesado da narrativa, não…

RESIDENCIA PARA ESPIAS (1966), de Jess Franco

Se fosse realizado uma década depois, RESIDENCIA PARA ESPIAS teria excelentes motivos para que o diretor Jess Franco explorasse a sua maior especialidade: PUTARIA! Ele iria às favas com a trama (se é que haveria um roteiro) e passaria o filme inteiro dando zoons em pererecas cabeludas de atrizes robustas. Mas estamos em 1966 e Franco ainda não havia descambado para essas peculiaridades da forma como temos em seus filmes a partir dos anos setenta.
É um trabalho simpático, adjetivo estranho para elogiar um filme deste prolífico diretor, mas é um bom termo para definir esta obra de início de carreira (décimo primeiro filme, na verdade, mas pra quem já fez mais de 190, não é nada). Além de ser uma leve comédia, RESIDENCIA PARA ESPÍAS é um autêntico Eurospy - subgênero criado na esteira dos filmes do agente 007 e gerou uma infinidade de cópias, paródias, homenagens e picaretagens no velho continente, principalmente na Itália e França.
Jess Franco possui alguns exemplares do gênero no currícu…

Dino De Laurentiis

RIP
1919-2010

BORN TO RAISE HELL (2010), de Lauro Chartrand

O papel de vilão em MACHETE não fez muita diferença para a carreira “principal” de Steven Seagal. Seu novo trabalho segue a mesma linha de seus últimos filmes lançados no mercado de vídeo (A DANGEROUS MAN e THE KEEPER). Se são descartáveis e esquecíveis, ao menos ainda servem como passatempo sem compromisso pra quem curte este tipo de tranqueira.

A trama é sobre um policial (Seagal, em um dos seus personagens menos inspirados) que trabalha numa agência financiada pelo governo americano no combate das drogas ao redor do mundo (uma boa desculpa para a produção ser rodada na Romênia onde os impostos são mais baratos) e caça um maníaco, que além de ser traficante, assalta, estupra e assassina suas vítimas sem remorso. O roteiro do próprio Seagal é bobinho, joga no meio também uma história de vingança, mas serve de base para diversas cenas de ação e pancadaria. O problema é que Lauro Chartrand não consegue manter a boa reputação dos dubles diretores, como Craig R. Baxley, Vic Armstrong e …

THE WALKING DEAD

Vi o episódio piloto de THE WALKING DEAD. Gostei. Sabia da existência dos quadrinhos, que serviu de base para série, mas nunca li. Estava mais empolgado por causa do nome de Frank Darabont nos créditos, que nos surpreendeu há algum tempo com um dos melhores filmes de horror dos últimos dez anos, O NEVOEIRO. Aliás, nunca fui de acompanhar séries. As últimas tentativas fora com LOST e DEXTER, e apesar de ter curtido ambas, não tive paciência para prosseguir.
Este primeiro episódio de THE WALKING DEAD é ótimo! Nada de zumbis velocistas ou invenções de moda. Na essência, é mais do mesmo, e por isso mesmo tão bom! E não deixa de ser um raro exemplar inteligente, mesmo no desgastado subgênero dos "filmes de zumbis", que brota uns duzentos por ano e se tornou um dos mais abusados do mundo. O clima é muito legal, não sei se é fiel ao quadrinho, mas é tremendamente violento, agressivo, subversivo, tudo muito bem feito e sem frescuras. Genial? Não, mas teve o suficiente para me fazer …

CANNIBAL APOCALYPSE (1980), de Antonio Margheriti,

Não era exatamente o filme que eu esperava para um domingão de Halloween, mas valeu muito a pena. CANNIBAL APOCALYPSE não deixa de ser terror, embora também seja uma bizarra combinação de gêneros, com um roteiro deliciosamente desconexo que começa na selva do Vietnã, passa pelo drama de veteranos com trauma de guerra, desemboca num horror canibal cujo desejo pela carne humana é transmitida por vírus, até virar um filme de ação policial! Mesmo sem pé nem cabeça, o filme aposta na sua originalidade. Só a idéia de haver um vírus que “transmite canibalismo” através de mordidas e arranhões dos infectados é suficiente pra tirar o filme do lugar comum. Mas não poderia faltar também uma boa dose de violência e todo o tipo de efeito gore criado pelo genial Giannetto De Rossi. Margheriti (que assina o filme como Anthony M. Dawson) não tem a virtuose de um Bava ou Argento, mas já transitou em todos os gêneros do cinema popular italiano e conduz com firmeza e bom senso rítmico para comportar tod…

DAMAGE (2009), de Jeff King

B movie de porrada feito diretamente para o mercado de vídeo que me surpreendeu bastante. O diretor é Jeff King, que realizou DRIVEN TO KILL, um dos bons trabalhos de Steven Seagal em 2009, mesmo ano deste aqui. O filme é bem mais que um veículo de ação estrelado pelo truculento Steve Austin, que foi recentemente visto trocando sopapos com Sylvester Stallone em OS MERCENÁRIOS, é um belo estudo de personagem dentro de um gênero rejeitado. A trama, basicamente, é muito parecida com outro filmaço direct to vídeo que eu vi este ano, BLOOD AND BONE, com o excelente Michael J. White.

John Brickner (Austin) sai da prisão e entra no circuito de lutas clandestinas. Até aí, tudo bem. A diferença é a motivação e alguns detalhes na construção da trama e dos personagens. Pela arte promocional do filme dá pra perceber que a coisa aqui é diferenciada, não se vê ninguém fazendo pose de luta, suado e sem camisa, com aquelas cores quentes ou azuladas que esses filmes geralmente possuem. Apenas Austin r…

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (No Retreat, No Surrender, 1986), de Corey Yuen

O astro belga Jean Claude Van Damme estampar as artes de capas de DVDs lançados no mundo afora do filme RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (No Retreat, No Surrender, 1986), não passa de pura e simples picaretagem. Afinal, o único rosto conhecido atualmente na produção é o dele. Mas o baixinho só aparece mesmo no início e no final do filme, interpretando o russo Ivan Kraschinsky. É também o vilão, com quem o nosso herói terá de medir forças à base do chute na cara pra saber quem é o melhor.

O herói é um tal de Kurt McKinney, do qual eu nunca tinha ouvido falar. No filme ele é Jason Stillwell, um rapazinho cujo pai, Tom, possui uma academia em L.A. onde ensina karate, inclusive a Jason. Os problemas aparecem quando o crime organizado decide fazer uma "oferta irrecusável" para comprar a academia, dessas que alguém pode sair muito machucado, caso um dos lados não goste da palavra final. E é o que acontece. Um gangster, acompanhado de seus guarda costas (Van Damme), expulsa …

MIRRORS 2 (2010), de Víctor García

A recepção de ESPELHOS DO MEDO em 2008 já não havia sido das melhores, mesmo contando com o francês Alexandre Aja na direção e Kieffer Sutherland como protagonista. Então o que faz alguém pensar que uma continuação, realizada por um diretor de quinta categoria e rostos desconhecidos do grande público, fosse dar certo? Não tenho uma resposta pra isso, mas de qualquer forma MIRRORS 2 (2010), de Víctor García, está aí, lançado direto para o mercado de vídeo, com um orçamento bem mais baixo, e a qualidade mais baixa ainda!
Não acho ESPELHOS DO MEDO ruim. Na época, escrevi que algumas cenas realmente me deixaram arrepiado. Acho que foi por isso que resolvi me aventurar nesta continuação, mesmo sabendo dos riscos. A trama, caso estejam curiosos,  não possui relação com o primeiro longa, a não ser o lance dos espelhos. Não fiquem pensando que vão tomar conhecimento do paradeiro do personagem de Sutherland ou o que ele fez pra sair daquela situação que se meteu no desfecho do primeiro filme.…

PIRANHA 3D (2010), de Alexandre Aja

Assisti ao original, do Joe Dante, há muito tempo e até queria fazer uma revisão antes de assistir a este novo. A única coisa que me lembro é que havia piranhas assassinas almoçando turistas de uma pequena cidade à margem de um lago, ou seja, o plot básico. Os detalhes da trama, personagens, etc, não faço a menor idéia se bate uma versão com a outra, só sei que neste remake o francês Alexandre Aja entregou um espetáculo doentio de encher os olhos com as doses cavalares de violência explícita e mulheres gostosas... o cara realmente tem colhões! Depois daquele pequeno deslize que foi ESPELHOS DO MEDO (e que eu não acho ruim), Aja demonstra que ainda tem pulso firme pra coisa, ainda é o diretor insano de HAUTE TENSION e VIAGEM MALDITA. Fazia tempo que eu não via um produto de Hollywood com tanto gore e atrocidades com os personagens. O próprio diretor já vinha preparando o terreno e alertando que PIRANHA 3D seria um banho de sangue, mas ainda assim consegue surpreender. Aja não desvi…

O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender, 2010), de M. Night Shyamalan

Minha opinião sobre o Shyamalan é a de que ele é um grande engodo. Mas há oito anos atrás eu não diria isso. Não vi seus primeiros filmes, acho O SEXTO SENTIDO bacana e CORPO FECHADO um filmaço! A partir de SINAIS é que a qualidade vem despencando. Especialmente a partir de A DAMA DA ÁGUA, a coisa ficou insuportável demais. Sei que ele tem defensores, que argumentam como seus filmes são cheios de significados, como é um diretor incompreendido e tal. Tudo bem, respeito a opinião de cada um e de quem enxerga algo a mais no seu trabalho, mas pra mim seus filmes não passam de metidos a inteligente, chatos e pretensiosos. E agora temos este O ÚLTIMO MESTRE DO AR (2010). Minha namorada é fã do desenho AVATAR e por isso acabei encarando com ela essa versão cinematográfica mesmo com a espectativa lá em baixo, mesmo sendo algo totalmente destoante da filmografia do homem. E não é que ele demonstra ser bem pior do que eu pensava?! Não conheço muito bem a animação, então minha percepção ficou lim…

PREDADORES (2010), de Nimród Antal

Só agora assisti a PREDADORES. Sempre tive a impressão de que o personagem alienígena do primeiro filme, o tal predador, seria um playboy metido a besta que fica gastando o dinheiro e a nave espacial do pai indo de planeta em planeta praticar a caça, seu esporte preferido. Depois veio o segundo filme, que apesar de pouco lembrado, é muito bacana, e agora esse PREDADORES, que enfatiza ainda mais a minha teoria. Não só o predador do primeiro filme é um puta vadio, como toda a sua espécie é formada por um bando de desocupados que gastam todo seu tempo e fortuna brincando de caçar outras espécies e quando não estão fazendo isso, ficam aprimorando habilidades de caça e melhorando a tecnologia pra garantir que a brincadeira não fique muito perigosa pra eles… porque só me resta essa explicação pra tanta covardia. Se é tão legal para os predadores ficar caçando seres inferiores, qual é a graça de usar todo aquele aparato tecnológico pra cima de uns pobres infelizes como os seres humanos ou q…

A LENDA DOS SETE VAMPIROS (1974), de Roy Ward Baker

Como devem ter percebido no último post, aliás, em vários posts de vários blogues, o grande diretor inglês Roy Ward Baker, que ao lado de Terrence Fisher realizou alguns dos melhores filmes da Hammer, faleceu aos 93 anos. Vou ficar devendo uma análise mais profunda sobre sua obra porque infelizmente vi pouco do seu trabalho, mas o suficiente pra saber que foi um dos grandes nomes do horror britânico. O último dele que eu vi foi A LENDA DOS SETE VAMPIROS (1974), um bizarro híbrido de horror com artes marciais que nasceu da turbulenta parceria entre a Hammer e a Shaw Brothers. O filme pode fazer parte da longa série de filmes da produtora inglesa sobre o personagem Conde Drácula, aqui vivido por John Forbes-Robertson. Na trama, Drácula acorda de seu sono e vai para a China fazer renascer os lendários sete vampiros dourados, daí o famoso caçador de vampiros Van Helsing, novamente na pele do Peter Cushing, se junta a um grupo de lutadores de kung fu para combater esse terrível mal… conta…

ROY WARD BAKER

R.I.P.
1916 | 2010

LOUCA PAIXÃO (1973), de Paul Verhoeven

Já que o assunto do último post foi Verhoeven, aproveitei o domingo para ver LOUCA PAIXÃO, puta filmaço da fase holandesa do diretor que eu ainda não havia conferido. É a história de amor entre Erik, um escultor interpretado por Rutger Hauer, e Olga, a ruivinha Monique van de Ven. Como é Verhoeven quem comanda, provocativo e transgressor de sempre, obviamente o resultado não vai ser do mesmo nível de um LOVE STORY. Está mais para O ÚLTIMO TANGO EM PARIS, só que muito melhor, mais subversivo e acrescido de escatologia. Tudo encaixado ao próprio estilo do diretor e o resultado é um cinema anarquista, com várias sequências que tocam na ferida da sociedade certinha e ajustada.

O primeiro encontro do casal é surtadíssimo: Erik pede carona, a ruivinha para o caro, ele pergunta se o cabelo de baixo é da mesma cor que o de cima, em instantes estão fazendo sexo selvagem dentro do veículo, ele prende o pinto no zíper, vão até a casa mais próxima pedir um alicate emprestado e logo depois o carr…

15 ANOS DE SHOWGIRLS

Estava aqui navegando em alguns blogs gringos e notei a celebração do aniversário de 15 anos de estréia de SHOWGIRLS (1995), do Paul Verhoeven, que aconteceu há poucos dias. É um caso curioso. Não vou dizer que SHOWGIRLS foi incompreendido na época, porque realmente há muita coisa errada ali, é um filme muito torto. Virou motivo de gozação, ganhou o Framboesa de Ouro, praticamente acabou com a carreira da atriz Elizabeth Berkley e só não acabou com a do Verhoeven porque o sujeito é um dos maiores gênios do cinema dos últimos 40 anos. Minha relação pessoal com o filme é um pouco melhor. Eu simplesmente ADOREI desde o primeiro momento em que assisti, por volta de 1997, quando loquei um VHS mesmo não tendo idade permitida para isso. Foi uma das experiências mais arrebatadoras que eu já tive, até mais do que alguns outros filmes do próprio diretor e que eu considero melhores. O roteiro, diálogos e atuações podem ser ridículos, mas Verhoeven manda tudo isso às favas e faz de SHOWGIRLS uma da…

THE KILLER INSIDE ME (2010), de Michael Winterbotton

Resolvi dar uma chance ao britânico Michael "botão de inverno" (se bem que, botão em inglês é button, mas deixa pra lá), que dessa vez largou mão do seu estilo habitual “mudernoso” e resolveu tentar fazer um filme de verdade como diretor de cinema. Nada contra quem curte aqueles filmes “hiperrealistas” que ele faz, mas eu acho um pé no saco. Alguém aí conseguiu assistir ao O PREÇO DA CORAGEM, com a Angelina Jolie, pra ficar num exemplo mais recente? Porque eu não passei dos 15 minutos daquela encenação cretina. Já o THE KILLER INSIDE ME não é nenhum filmaço, mas tem uma abordagem diferente, com cara de filme mesmo, estrutura noir, adaptado de Jim Thompson, com ótima atuação de Casey Affleck no papel de um serial killer, cuja descrição mental é trabalhada de uma forma bem interessante. O filme faz bom uso das paisagens áridas, da boa recriação de época (anos 50) e possui um elenco legal. Não tem como não ser “bão”, mas não passa muito disso, o resultado é oco pra minha cabeça …

TONY CURTIS

R.I.P.
1925 - 2010

GARRAS DE ÁGUIA (Talons of Eagle, 1992), de Michael Kennedy

Há poucas semanas o Osvaldo Neto deu uma dica preciosa de um site que está queimando o estoque e alguns DVDs originais estão na bagatela de 1,50 cada. Claro que eu não perdi a oportunidade e comprei algumas pepitas a esse precinho, entre eles este “clássico” da golden age dos filmes B americanos de artes marciais que marcaram o final dos 80 e início dos anos 90. GARRAS DE ÁGUIA traz Billy Blanks como um dedicado policial novaiorquino, obviamente especialista em artes marciais, que aceita a perigosa missão de ir a Toronto, no Canadá, juntar forças com um detetive local, ninguém menos que Jalal Merhi, e se infiltrar na organização criminosa por trás do tráfico de entorpecentes, comandada por Mr. Li, vivido por James Hong.


Os dois heróis precisam de alguma forma impressionar Mr. Li, que curiosamente financia um torneio de luta clandestina dentro de um armazém abandonado. Mas não fiquem pensando que vai ser moleza. Antes de entrar no torneio, os protagonistas passam por semanas de treiname…